+quem?+
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juliana lauletta + direção l hebert kozu + diego gozze + fotografia l andré + som l diego gozze + roteiro l |
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luciana pesinato + gabriela cunha + arte l tayla nicoletti + rafael nani + produção l |
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ana paula + assistente de direção l mariana kadlec + assistente arte l |
+por que?+
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Existem milhares de maneiras de se fazer cinema. E eu não acho que exista um jeito melhor do |
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que outro. O importante é conseguir ser coerentes com as suas propostas durante todo o tempo. |
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E isso não é nada fácil, acredite! Mas as dificuldades diminuem quando há uma NECESSIDADE. |
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E a NOSSA necessidade é construir e desfrutar coletivamente o processo cinematográfico. |
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Agora imagine uma aula onde teríamos onze professores de direfentes disciplinas. À um deles é |
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dado o direito de começar a falar, o que lhe dá a liberdade de propor um assunto à sua escolha. |
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Ele leciona biologia e decide dissertar sobre a metamorfose das lagartas em borboletas. À partir |
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daí a aula é construída de forma que cada Professor dá o seu parecer sobre o assunto (e se |
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levarmos essa analogia às últimas consequências perceberíamos o quão rica seria esta |
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exposição.) |
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Claro que um professor poderia atropelar o outro. Ou tomar a palavra para si indefinidamente. |
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A dificuldade estaria justamente aí. E no nosso caso, é onde entra a figura do diretor. É ele quem |
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vai retomar o assunto proposto. E assim, apesar dessa força como conjunto, a questão do cinema |
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de autor não se perde, se reconstrói. E melhor pois acrescida de opiniões tão atentas e apaixonadas |
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quanto as dele. E JUNTOS contaremos a MESMA história e ouviremos a aula de cada um. |
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Podemos nos atropelar, mas estaremos sempre a falar sobre borboletas. |
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+onde?+ |
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+Conheça alguns de nossos outros trabalhos+ |
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+shakespeare+ |
+rewind+ |
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